O CORTIÇO ALUÍSIO AZEVEDO

Resumo do Livro O Cortiço Aluísio Azevedo, um romance naturalista que denuncia a exploração e a desigualdade no Rio de Janeiro do século XIX.

Resumo do Livro O CORTIÇO ALUÍSIO AZEVEDO

“O Cortiço” começa com a descrição do “legado” deixado pelo patrão a João Romão, vendedor dos 13 aos 25 anos.

Como pagamento em salários atrasados, Romão recebeu o negócio, tudo nele, e mais 500 contos em dinheiro.

Portanto João Romão não poupou esforços para enriquecer, trabalhou sem parar e suportou as mais duras privações.

Ele encontrava seu descanso no balcão da própria loja, acomodando-se em almofadas e utilizando sacos cheios de palha como travesseiro. Além disso, paralelamente, sua vizinha Bertoleza cuidava de sua alimentação, providenciando comida por quatrocentos réis por dia.

Bertoleza – é uma crioula muito trabalhadora. Além disso ainda sim ela tinha trinta anos, escrava de um velho cego que morava em Juiz de Fora, e amiga de um português que tinha um carrinho de mão e fazia fretes na cidade.

Bertoleza também trabalha duro, sua mercearia é a mais frequentada do bairro. Venda angu pela manhã e frite a isca de fígado de peixe à noite. Pagava ao patrão vinte mil réis por mês nos jornais, o que, no entanto, era quase suficiente para a sua emancipação.

a morte do amigo português de Bertoleza “O CORTIÇO ALUÍSIO AZEVEDO”

Após a morte do amigo português de Bertoleza, João Romão tornou-se seu escrivão, advogado e conselheiro. Por tanto além disso os lojistas eram responsáveis por administrar o dinheiro que as mulheres negras guardavam para comprar a emancipação.

João também propôs que morassem juntos e Bertoleza concordou, gostava da companhia dos portugueses porque queria lidar com pessoas que considerava superiores à sua raça.

Contudo aproveitou então as economias do amigo para comprar uns metros de terreno à esquerda da loja e construiu uma casinha com duas portas, divididas ao meio paralelas à rua, a da frente para a quitanda e a de trás para os quartos. são berloques Bertoleza por toda a sala.

João comprou a terra com as economias de seus escravos. Para encobrir seu engano, ele desapareceu por uma semana e voltou com um documento que pretendia ser uma ordem de soltura. No entanto, esta carta de liberdade é obra do próprio João Romão.

Assim começou a saga de adivinhação de João Romão. Todo o dinheiro que você ganha vendendo, mais a mercearia, vai direto para a caixa de poupança. Um ano depois, ele correu para comprar o terreno atrás da taverna.

Construir

Construa três pequenas casas com portas e janelas que se tornaram o ponto de partida para um grande apartamento em San Roma.

Quatro braças de terra hoje, seis braças amanhã e mais, o estalajadeiro foi conquistando tudo o que se estendia atrás de seu porão; e além disso, ao conquistá-lo, o número de quartos e habitantes foi duplicado..

Contudo a obsessão de João Romão pelo seu trabalho, a exploração dos seus empregados e da sua amante Bertoleza, e o furto da sua própria loja levaram João Romão a conseguir comprar a maior parte das pedreiras que cobiçava e a aumentar o número do seu património.

O cortiço já tem 95 casas e tem até placa “Estalagem de São Romão”. A casa e o banheiro da lavadeira são alugados.”

Depois veio Miranda, uma comerciante de tecidos e vizinha do prédio João, que queria comprar um terreno para ampliar o quintal. No entanto, o terreno pertencia ao inquilino, que se recusou a negociar.

Contudo uma brecha temporária se desenvolve em seu relacionamento. Além disso Miranda acumulou admiração por João Romão por causa do crescimento de seu patrimônio, é três vezes mais rica que ele, e pode ficar rica sem casar com a filha de ninguém ou criticar.

Vizinhos

Mas logo os dois vizinhos perceberam um interesse comum. Ingressando na alta sociedade, Miranda recebeu do governo português o título de Barão do Freixal, cargo almejado por João Romão.

Romano não quer apenas ganhar dinheiro, ele também quer mostrar seu status social. Ele quer fazer parte de um ambiente ao qual não pertence, ir a bailes e ao teatro, vestir roupas bonitas, ele precisa se encaixar no estilo de vida burguês.

Miranda, por outro lado, aprecia a riqueza de seu vizinho enquanto vive do dinheiro de sua esposa Donna Estella. Formou-se uma aliança e, para consolidá-la, planejaram o casamento de João Romão com Zulmira, filha de Miranda e Estela.

Bertoleza

Os amigos de Bertoleza agora vão jantar na casa de Miranda todos os domingos. Eles foram ao teatro juntos. João Romão toma o braço de Zulmira, e para cortejá-la e à família deleita-se com uma polidez grosseira e cara e com uma franqueza bombástica a qualquer custo.

Ele pressionou por uma grande renovação do imóvel, seguindo os novos padrões que queria fazer parte e para substituir um imóvel concorrente denominado “Cabeça-de-Gato” adjacente a ele.

João Romão conseguiu construir a casa do vizinho na praia. Ele é mais alto e digno, então suas cortinas e móveis novos impõem respeito. A grossa parede frontal e as largas portas da carruagem haviam desmoronado, e a entrada da estalagem tinha agora dez braças para dentro, e entre ela e a rua havia um pequeno jardim com bancos e uma fonte no meio de um modesto cimento. Imitação de pedra.

Por fim, para cimentar o seu casamento com Zulmira e estabelecer o seu estatuto social, João Romão decide devolver a sua escrava ao seu senhor.

Em um momento de grande perigo, ele entende a situação; ela prevê tudo com a sobriedade de quem se vê perdida para sempre: ela adivinha que mentiram para ela; sua carta de soltura é uma mentira, seu amante não tem coragem de matar ela, para devolvê-la ao cativeiro.

Um dia, enquanto servia café aos convidados de Romão, Bertoleza reconhece o filho do patrão e percebe que foi enganada pelo homem a quem confiou a sua vida. Prestes a ser presa, mulher negra se esfaqueou em desespero e tirou a própria vida.

Outras histórias do cortiço (O CORTIÇO ALUÍSIO AZEVEDO)

A vida em um apartamento é simples, mas difícil. Lá também moravam Rita Baiana, Firmo, Jerônimo e Piedade. Jerônimo é um trabalhador honesto, casado com Piedade, que goza de prestígio e consideração no apartamento devido ao seu bom temperamento.

A sua força, dedicação e iniciativa no trabalho conquistaram a confiança de João Romão e lhe renderam o cargo de gerente da pedreira. Porém, Jerônimo se sente atraído pela charmosa Rita Baiana, amante de Firmo.

Rita, a baiana, é uma mulata atraente e famosa entre todos os moradores da casa coletiva. Após descobrir a relação do marido com uma mulher birracial, Piedade tornou-se alcoólatra.

Dominado pela paixão e pelo ciúme em processo de declínio físico e moral, Jerónimo assassina o namorado de Rita e abandona a mulher para viver com a amante.

A decadência também faz parte da história de Pombinha, menina culta, respeitada e amada por todos no apartamento. Ela tentou afirmar sua dignidade no casamento, mas não suportou mais o marido.

Seduzida pela vida do companheiro Léoni, ela abandona o marido e passa a viver como amante, que pode ser visto em qualquer lugar do Rio de Janeiro onde haja diversão.

Sua mãe, chorando e incapaz de trabalhar, teve que aceitar o produto da prostituição da filha para que ela não morresse de fome.

Análise da obra “O CORTIÇO ALUÍSIO AZEVEDO”

O Cortiço, publicado por Aluísio Azevedo em 1890, é uma obra pertencente ao Naturalismo, movimento artístico conhecido por sua radicalização de Mantendo sua idealização à distância, ele retrata fielmente a realidade.

No naturalismo, há observações da realidade e da experiência que mostram que o homem é um produto de seu ambiente. Também inclui a compreensão das teorias científicas do universo.

“O Cortiço” é uma obra que expõe o comportamento humano frente ao meio ambiente, no qual os indivíduos são inseridos através da trajetória dos personagens.

Contudo a história de João Romão apresenta uma visão naturalista das relações sociais, a ambição de um personagem que representa os desejos de uma sociedade capitalista, o desejo de prosperar, de possuir propriedades e de ser considerado importante faz dele um homem sem vínculos afetivos.

Desigualdade e exploração social é um tema muito exposto na obra, reforçado através da história de como surgiu o apartamento e da história de cada morador que chegou até ele.

Contudo é um retrato e uma condenação de como viviam os moradores de hotéis e apartamentos do Rio de Janeiro no final do século XIX.

Os desvios comportamentais desenvolvidos no decorrer do trabalho são essenciais para a compreensão de que o caráter originário do indivíduo é alterado por seus instintos e pela busca de certos prazeres.

No livro de Aluísio, um exemplo dos efeitos adversos do meio ambiente sobre o ser humano é uma natureza poderosa e em constante mudança.

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Resumo de Livro – O CORTIÇO, Aluísio Azevedo

O grande sertão de veredas

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